quinta-feira, novembro 17

ESTUDO E ORGANIZAÇÃO SOBRE O LIVRO JOEL:

Joel foi um profeta que escreveu um dos livros do Antigo Testamento, sendo também citado no Novo Testamento pelo apóstolo Pedro. Para sabermos quem foi Joel na Bíblia, precisamos considerar que, apesar do Profeta Joel ser o personagem mais conhecido que leva esse nome, outros homens com o nome Joel também são citados.

Joel era um nome muito popular entre os hebreus, daí se explica a quantidade de personagens bíblicos que tinham esse nome. O nome Joel significa “Jeová é Deus”. Neste estudo bíblico conheceremos todos os personagens da Bíblia com o nome Joel, além é claro, do Profeta Joel.

Joel na Bíblia:

Como já dissemos, existem outros personagens chamados de Joel na Bíblia. Na verdade, pelo menos quatorze homens são chamados com esse nome nos textos bíblicos. Vários deles são citados muito brevemente, mas já é o suficiente para que seus nomes ficassem registrados. Abaixo, conheceremos quem foram esses homens.

  1. Joel, o filho mais velho de Samuel (1Sm 8:2) e pai de Hemã, o cantor descrito em 1 Crônicas (6:33; 15:17). Em algumas versões o nome dele pode aparecer como “Vasni”. Joel e seu irmão mais novo, Abias, foram designados por Samuel para serem juízes em Berseba. Entretanto, o fracasso deles na função contribuiu para a exigência de um rei para Israel por parte dos anciãos.
  2. Um ancestral de Samuel citado no mesmo capítulo 6 do livro de 1 Crônicas (6:36). Ele era filho de Azarias e pai de Elcana.
  3. Joel, príncipe dos simeonitas citado em 1 Crônicas 4:35 e que viveu por volta de 715 a.C.
  4. Um membro da tribo de Rúben citado em 1 Crônicas 5:4-8.
  5. Um chefe em Basã citado em 1 Crônicas 5:12. Esse personagem às vezes é considerado por alguns estudiosos como sendo o mesmo Joel citado acima.
  6. Joel, filho de Izraías e chefe em Issacar na época de Davi (1Cr 7:3).
  7. Joel, irmão de Natã, também chamado de Igal (2Sm 23:36), um dos poderosos de Davi (1Cr 11:38).
  8. Um gersonita filho de Ladã e chefe dos levitas (1Cr 23:8). Ele foi designado por Davi para ajudar no retorno da Arca da Aliança da casa de Odede-Edom (1Cr 17:7,11). Também nomeado guarda do tesouro do Templo (1Cr 26:22). Alguns intérpretes consideram que aqui se trata de dois homens diferentes, porém com o mesmo nome.
  9. Um homem nomeado por Davi como o principal chefe para governar a meia tribo de Manassés (1Cr 27:20). Ele foi filho de Pedaías.
  10.  Um levita que ajudou Ezequias na restauração dos serviços do Templo (2Cr 29:12).
  11. O filho de Nebo contado entre os homens que prometeram expulsar as esposas pagãs (Ed 10:43).
  12. Joel, supervisor dos benjamitas no período pós-exílico em Jerusalém  (Ne 11:9).
  13. O filho de Bani, também chamado de Uel em Esdras 10:34. Mais um homem relacionado entre aqueles que expulsariam as esposas pagãs.

O profeta Joel:

Agora que já conhecemos todos os personagens da Bíblia que tiveram o nome “Joel”, resta-nos o profeta Joel. Na verdade, pouco se sabe sobre ele, pois não existe nenhuma referência feita a ele em outros livros do antigo testamento, a não ser no livro que leva seu nome.

O pouco que sabemos da biografia do profeta Joel é exclusivamente indicado pelos seus escritos. Com base neles, sabemos que o profeta Joel era filho de Petuel e vivia em Judá, muito provavelmente em Jerusalém.

Não se sabe exatamente a época em que o profeta Joel viveu, simplesmente porque a data de seu livro também permanece incerta. Alguns estudiosos sugerem algo em torno de 830 a.C.

É verdade também que alguns estudiosos não o consideram como sendo uma figura histórica, ou seja, segundo eles, o nome Joel não se trata de uma pessoa real e apenas indica o tema da profecia do livro especialmente destacado em Joel 2:26,27.

Obviamente essa posição não faz nenhum sentido, pois o livro de Joel deixa bem claro o perfil histórico do personagem, citando o nome de seu pai e dando pistas sobre a região a que pertencia. Além disso, no Novo Testamento o apóstolo Pedro faz uma referência à profecia de Joel, colocando claramente o profeta Joel como sendo uma figura histórica (At 2:16,17) Que Deus nos abençoe, nos guarde e nos dê a paz, " LEIA A BÍBLIA, A BÍBLIA ELA NOS FORTALECE, NOS ORIENTA, NOS CONSOLA, NOS CONDUZ, E AINDA NOS ANIMA ".

ESTUDO SOBRE A PLANTA MEDICINAL " TRIGONELLA FOENUM-GRAECUM " UMA PLANTA COM VÁRIAS PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS:

O feno grego, também conhecido como fenacho ou alforvas, é uma planta medicinal da espécie Trigonella foenum-graecum, que possui propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antidiabéticas, sendo muito utilizada como remédio caseiro para diabetes, cólica menstrual ou colesterol alto, por exemplo.

A parte utilizada do feno grego na medicina popular são as sementes, de onde são extraídas as substâncias ativas com propriedades medicinais. No entanto, as folhas frescas ou secas do feno grego também podem ser usadas na culinária, como tempero no preparo de alimentos ou pães, por exemplo.

O feno grego para uso medicinal pode ser encontrado em lojas de produtos naturais ou feiras livres, sendo utilizado na forma de chá, pó ou cápsulas, preparados com as sementes dessa planta. Seu uso no tratamento de problemas de saúde deve ser sempre feito com orientação de um médico ou outro profissional de saúde que tenha experiência com o uso de plantas medicinais.

Para que serve:

Os estudos feitos com o feno grego têm demonstrado que esta planta, principalmente suas sementes, tem várias propriedades medicinais. Dessa forma, pode ser usado para:

1. Regular o açúcar no sangue:

Alguns estudos mostram que a fibra solúvel presente na semente do feno grego é rica em galactomanana, uma substância capaz de reduzir a absorção de açúcar da alimentação, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue.

Além disso, as sementes dessa planta também podem ajudar a melhorar a resistência à insulina, pois possuem um aminoácido, 4-hidroxiisoleucina, que estimula a produção de insulina pelas células beta do pâncreas.

2. Ajudar a perder peso:

O feno grego ajuda a emagrecer pois é rico em fibras, que reduzem a fome e aumentam a sensação de saciedade, além de substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias, como os flavonóides e o ácido caféico, que diminuem a absorção de gorduras e açúcar pelos intestinos, ajudando na perda de peso.

3. Protege contra doenças cardiovasculares:

Por ser rico em fibras, as sementes do feno grego ajudam a reduzir a absorção de gorduras da alimentação, o que faz com que a planta seja capaz de regular os níveis de colesterol ruim e controlar a pressão arterial, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares graves como infarto do miocárdio ou aterosclerose, por exemplo. 

4. Diminuir as cólicas menstruais:

Alguns estudos mostram que o pó do feno grego, preparado com as sementes desta planta, quando utilizado durante o período menstrual, ajuda a aliviar os sintomas de cólicas, além de cansaço, dor de cabeça, sensação de falta de energia ou até tontura. Isto porque as sementes contêm substâncias anti-inflamatórias, como alcalóides, saponinas e apigeninas, que reduzem a inflamação causada pelo útero durante a menstruação.

Além disso, o extrato do feno grego pode ajudar a aliviar os sintomas associados à síndrome dos ovários policísticos, por regular os níveis dos hormônios LH e FSH, o que ajuda a reduzir o tamanho dos cistos, a normalizar o ciclo menstrual e a melhorar a fertilidade. 

5. Melhorar o funcionamento do sistema digestivo:

Por ser rico em fibras, as sementes do feno grego ajudam a melhorar o funcionamento do sistema digestivo, contribuindo para uma boa digestão e para deixar as fezes mais amolecidas, o que auxilia na prisão de ventre.

Além disso, as folhas frescas do feno grego também podem ser usadas para auxiliar em problemas como indigestão, excesso de gases intestinais ou fígado lento.

6. Estimular a produção de testosterona:

Alguns estudos mostram que o extrato do feno grego pode ajudar a regular os níveis dos hormônios GnRH e LH, aumentar a sensibilidade dos testículos a esses hormônios e estimular a produção de testosterona. Além disso, a planta parece ser capaz de aumentar a quantidade de espermatozoides, melhorar o estado de alerta mental, o humor e o desejo sexual.

7. Combater inflamações:

As sementes do feno grego são ricas em substâncias anti-inflamatórias como alcalóides, flavonóides, aminoácido  4-hidroxiisoleucina e furostanol, que agem reduzindo a produção de substâncias inflamatórias como prostaglandinas e citocinas, sendo muito úteis para auxiliar no tratamento de inflamações na garganta, além de artrite ou dores musculares.

8. Melhorar a qualidade da pele:

Os antioxidantes e as substâncias anti-inflamatórias presentes no feno grego tonificam e limpam a pele por serem antissépticas e esfoliantes, melhorando a qualidade da pele, além de tratar problemas como alergias, acne, eczema ou psoríase.

Além disso, as substâncias antioxidantes do feno grego impedem a formação de radicais livres que danificam as células e, assim, retardam o envelhecimento da pele.

O feno grego também possui ação antifúngica e antibacteriana, podendo ser usado para auxiliar no tratamento de caspa no couro cabeludo, furúnculos ou feridas na pele, por exemplo.

9. Auxiliar no combate ao câncer:

Alguns estudos em laboratório usando células do câncer de mama, pâncreas, pulmão e linfoma, mostram que algumas substâncias presentes no extrato aquoso ou alcoólico do feno grego, como diosgenina, esqualeno e naringenina, podem ajudar a diminuir a multiplicação e aumentar a morte de células desses tipos de câncer. Entretanto, ainda são necessários estudos em humanos que comprovem esse benefício.

Como usar:

As folhas de feno grego são populares na culinária indiana, podendo ser usadas para temperar pratos ou preparar algumas receitas, como pão.

Já para uso medicinal, são indicadas as sementes da planta, que podem ser usadas sobre a forma de: 

  • Chá da semente de feno grego: adicionar 2 colheres (de chá) de sementes de feno grego em 1 xícara de água fria e deixar repousar por 3 horas. Em seguida, ferver os ingredientes, coar e beber enquanto estiver morno, até 3 vezes ao dia;
  • Chá de feno-grego para compressas (para uso na pele): adicionar 2 colheres (de chá) de sementes de feno-grego e 1 xícara de água. Ferver as sementes na água durante 10 minutos. Em seguida coar e usar o chá em compressas no couro cabeludo para tratamento de caspa;
  • Compressa com as sementes de feno-grego para furúnculo: adicionar no liquidificador 110 g de sementes de feno-grego e água ou vinagre, batendo até uma pasta. Em seguida, levar ao fogo até levantar fervura. Espalhar a polpa ainda quente sobre um pano, esperar amornar e aplicar sobre o furúnculo ou ferida na pele até esfriar repetindo o procedimento de 3 a 4 vezes por dia;
  • Cápsulas de feno grego: a dose recomendada é 1 cápsula de 500 ou 600 mg, de 1 a 2 vezes por dia, conforme indicação do profissional de saúde Para auxiliar no tratamento da diabetes, é recomendado tomar a cápsula de feno grego antes ou durante a refeição.

O uso das sementes do feno grego e o tempo de tratamento devem ser orientados pelo profissional de saúde ou um fitoterapeuta com com experiência em plantas medicinais.

Possíveis efeitos colaterais:

O uso das sementes do feno grego é seguro para a maioria das pessoas quando consumido por via oral na forma de cápsula ou chá. No entanto, alguns efeitos colaterais podem surgir durante o uso prolongado ou em grandes quantidades, incluindo diarreia, produção excessiva de gases intestinais e cheiro forte na urina. 

Além disso, o feno grego pode causar alergia em algumas pessoas, devendo-se procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto socorro mais próximo se surgirem sintomas como dificuldade para respirar, sensação de nariz entupido, tosse ou inchaço na boca, língua ou rosto. 

Quem não deve usar:

O feno-grego não deve ser usado por mulheres grávidas, pois pode estimular as contrações uterinas e induzir o parto. Essa planta também não deve ser usada por crianças, ou por pessoas em tratamento de câncer sensíveis a hormônios como câncer de mama ou próstata, por exemplo.

Além disso, pessoas que utilizam insulina ou outros remédios para diabetes, devem ter cautela ao usar o feno grego, pois pode reduzir muito o açúcar no sangue e causar crise de hipoglicemia. 

O uso do feno grego deve ser interrompido 2 semanas antes de qualquer cirurgia, pois pode afetar a coagulação do sangue e aumentar o risco de sangramentos ou hemorragias." NÃO TOME MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS SEM CONHECIMENTO DE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE OU FITOTERÁPEUTA " ( DEIXAS QUE O TEU ALIMENTO SEJA TUA MEDICINA )# MOVIMENTO HOLÍSTICO. 

ESTUDO CIENTÍFICO SOBRE A PLANTA MEDICINAL " MAYTENUS ILICIFOLIA MART. EX. REISSEK. " UMA PLANTA COM VÁRIAS PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS:

A parte normalmente utilizada da espinheira-santa, são as folhas de onde são extraídas as substâncias ativas que podem ser usadas na forma de chá, compressas, extrato fluido ou cápsulas, encontradas em ervanárias ou lojas de produtos naturais.

Embora tenha benefícios para a saúde, o uso desta planta medicinal não substitui o tratamento médico e deve ser sempre feito com orientação médica, ou de outro profissional de saúde que tenha experiência com o uso de plantas medicinais.

Para que serve:

Por suas propriedades medicinais, a espinheira-santa normalmente é indicada para:

1. Melhorar problemas no estômago:

A espinheira-santa é rica taninos, como a epigalocatequina, e polissacarídeos, como o arabinogalactano, com forte ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora gástrica, que ajudam a melhorar problemas de estômago como úlcera gástrica, azia, gastrite, má digestão ou dor de estômago.

Isto porque as substâncias ativas da espinheira santa ajudam a diminuir a acidez estomacal e a proteger o estômago do próprio ácido que produz, aliviando sintomas gástricos como dor ou sensação de queimação no estômago.

Além disso, alguns estudos feitos com ratos em laboratório mostram ainda que a espinheira-santa tem efeito semelhante à cimetidina, um medicamento utilizado para reduzir a produção de ácido pelo estômago.

2. Combater o H. pylori:

Alguns estudos mostram que a espinheira-santa também tem ação antibacteriana, sendo muito útil para combater a infecção pela bactéria H. Pylori, que pode causar lesões e úlceras no estômago.

3. Auxiliar no tratamento do câncer:

Estudos  utilizando células do câncer de pulmão, mama e fígado mostraram que a espinheira santa pode diminuir a proliferação de células cancerosas, devido à presença do triterpenoide pristimerina . No entanto, ainda são necessários mais estudos em humanos que comprovem esse benefício.

4. Melhorar o funcionamento intestinal:

A espinheira-santa pode ajudar a melhorar o funcionamento intestinal por ter uma leve ação laxativa. Dessa forma, beber o chá desta planta pode ajudar a tratar casos de prisão de ventre leve a moderada.

5. Tem ação diurética:

A espinheira santa tem leve ação diurética, o que significa que eliminar o excesso de líquidos do corpo, podendo ser útil para auxiliar no tratamento da retenção de líquidos, mas também no tratamento de infecções urinárias, já que mantém o trato urinário limpo.

6. Ajudar na cicatrização da pele:

A espinheira santa tem ação analgésica e cicatrizante, que quando usada sobre a pele, pode ajudar no tratamento de problemas de pele como eczema ou acne.

7. Combater infecções bacterianas:

Alguns estudos in vitro feitos em laboratório mostram que a espinheira-santa possui substâncias com ação antimicrobiana como maitenina e friedelina, que ajudam a combater bactérias como:

  • Staphylococcus aureus, que causam infecções pulmonares, de pele e ósseas;
  • Streptococcus sp., que causam infecção urinária, na pele ou nas gengivas;
  • Escherichia coli, que causa infecção urinária;

Além disso, a espinheira santa também possui ação contra o fungo Aspergillus nigrans que pode causar aspergilose. 

Como usar:

A espinheira-santa pode ser usada na forma de chá ou cápsulas, preparados com as folhas secas ou frescas da planta.

1. Chá de espinheira-santa:

O chá de espinheira-santa deve ser preparado com as folhas secas dessa planta e usado por um período máximo de 6 meses de tratamento, conforme orientação do profissional de saúde. 

Ingredientes:

  • 1 colher (de chá) de folhas secas de espinheira-santa;
  • 1 xícara de água.

Modo de preparo:

Adicionar as folhas de espinheira santa e a água em uma vasilha e ferver por 5 minutos. Desligar o fogo, tampar e deixar repousar por cerca de 15 minutos. Coar e tomar morno, até 3 vezes por dia, em jejum, ou cerca de 30 minutos antes das refeições.

2. Cápsulas de espinheira-santa:

As cápsulas de espinheira-santa podem ser encontradas na dose de 380 mg de extrato seco das folhas de Maytenus ilicifolia e devem ser tomadas inteiras com um copo de água, sem abrir as cápsulas ou mastigá-las.

A dose normalmente recomendada é de 2 cápsulas de 380 mg de espinheira-santa, 3 vezes ao dia, ou seja, de 8 em 8 horas, antes das principais refeições.

3. Extrato-fluido de espinheira-santa:

O extrato-fluido de espinheira-santa deve ser tomado por via oral, sendo que a dose recomendada é de 15 a 20 gotas diluídas em 200ml de água, 3 vezes por dia após as refeições, ou conforme recomendação do profissional de saúde. 

4. Compressas de espinheira-santa:

Para problemas de pele como eczema, cicatrizes ou acne, podem ser aplicadas compressas quentes com chá de espinheira-santa diretamente na lesão.

Ingredientes:

  • 3 g de folhas secas de espinheira-santa;
  • 150 mL de água fervente.

Modo de preparo:

Adicionar as folhas secas de espinheira-santa na água fervente. Esperar amornar e aplicar sobre a pele afetada diariamente.

Possíveis efeitos colaterais:

Os efeitos colaterais mais comuns que podem surgir durante o uso da espinheira-santa são sensação de boca seca, náusea ou alteração do paladar, especialmente quando usada em quantidades maiores do que as recomendadas ou por mais de 6 meses.

Além disso, a espinheira santa pode causar reações alérgicas e por isso, o seu uso deve ser feito somente com orientação de um profissional de saúde ou um fitoterapeuta com experiência em plantas medicinais.

Quem não deve usar:

A espinheira-santa não deve ser usada durante a gravidez, pois pode causar contrações uterinas e aborto, e também não deve ser usada por mulheres em amamentação, porque pode provocar redução da quantidade de leite materno.

A planta deve ainda ser evitada por crianças com menos de 12 anos ou pessoas que tenham alergia conhecida à espinheira-santa." NÃO TOME MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS SEM CONHECIMENTO DE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE OU FITOTERÁPEUTA " ( DEIXAS QUE O TEU ALIMENTO SEJA TUA MEDICINA )

ESTUDO E ORGANIZAÇÃO SOBRE O LIVRO DO PROFETA OSÉIAS:

O nome Oseias provavelmente significa “Ele (Javé) salvou”. Dessa forma, alguns estudiosos  sintetizam o significado do nome Oseias como sendo “salvação”. Tudo o que se sabe sobre quem foi Oseias na Bíblia depende das informações presentes no livro bíblico que leva seu nome. Oseias é um dos profetas menores do Antigo Testamento.

A história de Oseias:

O profeta Oseias era filho de Beeri. Acredita-se que o profeta Oseias era natural do Reino do Norte. Na época em que ele viveu, o reino de Israel já havia sido dividido em duas partes: Reino do Sul (Judá) e Reino do Norte (Israel). Jerusalém era a capital do Reino do Sul, enquanto Samaria era a capital do Reino do Norte.

Em seu livro, Oseías demonstra ter familiaridade com a geografia e os acontecimentos do Reino do Norte. Por isto é possível que ele tenha nascido naquela região. Mas curiosamente, o profeta Oseias menciona três reis do Reino do Sul na introdução de seu livro, e apenas um rei do Reino do Norte (Oseias 1:1). Isso tem levado alguns estudiosos a sugerirem que talvez o profeta tenha encerrado seu ministério e escrito sua obra em Judá; ainda que o foco do sua mensagem tenha sido o Reino do Norte.

O profeta Oseias viveu numa época de muitas inconstâncias políticas internas e um cenário geopolítico internacional turbulento. A injustiça, a corrupção e complacência caracterizavam a monarquia de Israel. Além disso, o povo havia se corrompido com a religião cananeia. Os israelitas passaram a adorar a Baal como o provedor da fertilidade e prosperidade. Os líderes religiosos de Israel, que deveriam auxiliar e conduzir o povo a uma vida de santidade, começaram a tolerar aquela situação. Motivados por ganância, alguns até mesmo incentivavam o povo em sua apostasia. Provavelmente Oseias foi um contemporâneo mais jovem do profeta Amós. 

A esposa e os filhos do profeta Oseias:

Muito acerca de quem foi Oseias depende de como os três primeiros capítulos de seu livro são interpretados. Esses capítulos registram os principais detalhes da vida pessoal do profeta Oseias. Eles falam sobre seu casamento com uma mulher chamada Gômer, e o nascimento de seus três filhos (Oseias 1-3). Os três capítulos descrevem o casamento do profeta Oseias, depois sua separação por causa da infidelidade de sua esposa e, por último, sua reconciliação com ela.

Gômer era filha de Diblaim. A Bíblia diz que Gômer era uma mulher infiel. Oseias casou-se com ela obedecendo a uma ordem do Senhor que lhe mandou tomar “uma mulher de prostituição” (Oseias 1:2). O objetivo disso é esclarecido no próprio livro. A família de Oseias simbolizava a infidelidade religiosa dos israelitas. Eles adulteraram a verdadeira adoração a Deus se envolvendo com as práticas pagãs de Canaã.

Esse contexto explica o motivo dos nomes simbólicos que o profeta Oseias deu aos seus filhos. O primeiro foi chamado de Jezreel, que literalmente significa “Deus semeia”, e estava conectado ao juízo iminente do Senhor sobre à casa de Israel.

Depois a mulher de Oseias concebeu uma menina. Ela foi chamada de Desfavorecida. No original a forma de seu nome significa literalmente “ela não recebeu nenhuma compaixão”. Esse nome alertava que a compaixão que Deus havia demonstrado para com Israel, apesar de sua apostasia, seria retirada.

Por último, a esposa de Oseias deu à luz a outro filho. O menino foi chamado de Não-Meu-Povo. Esse nome simbolizava a expressão máxima do julgamento divino, indicando a anulação da antiga fórmula da Aliança. Consequentemente, ao invés de desfrutar das bênçãos da Aliança, o povo estaria sujeito às maldições que recaem aos inimigos de Deus.

Gômer provou sua infidelidade e abandonou Oséias, adulterando com outro homem. Mas depois Oseias foi em busca de sua mulher infiel, e a comprou de seu amante (Oseias 3:2). Alguns estudiosos sugerem que talvez essa fosse uma segunda esposa de Oseias, e não a mesma do capítulo 1. Mas essa interpretação é pouco provável dentro do contexto e do propósito da história que é contada. A maior parte dos estudiosos  considera que Oseias se divorciou de sua mulher infiel e depois se reconciliou novamente com ela.

Oseias realmente se casou com uma prostitua?

A interpretação correta da primeira parte do livro de Oseias que descreve o casamento do profeta com Gômer, é muito debatida. Durante séculos os estudiosos apresentam diferentes teorias acerca do sentido correto desse texto. Alguns acreditam que o relato sobre a vida conjugal do profeta Oseias deve ser interpretado de maneira alegórica. Portanto, quem pensa assim defende que todos os detalhes do relacionamento de Oseias e Gômer devem ser interpretados figuradamente.

Outros defendem que o casamento de Oseias e Gômer deve ser interpretado de maneira literal, como um fato histórico. Dentro dessa interpretação existem ainda algumas variações. Há quem pense que Gômer só se tornou infiel após o nascimento do primeiro filho do casal. Outros acreditam que a infidelidade de Gômer estava relacionada à prostituição religiosa. Isso significa que Gômer não era uma prostituta comum, mas uma mulher que se prostituía nos cultos a Baal que eram caracterizados por orgias.

Considerando as características do livro de Oseias, a melhor interpretação parece ser a literal. Seja como for, o que fica claro é que o casamento do profeta Oseias com Gômer serviu como uma analogia direta do relacionamento entre o Senhor e Israel. Através da experiência pessoal experimentada por Oseias, de forma simbólica Deus revelou com perfeição o estado corrupto em que o povo da Aliança se encontrava.

A mensagem do profeta Oseias:

Deus usou o profeta Oseias para alertar Israel acerca do justo julgamento iminente por causa de sua conduta pecaminosa. O profeta Oseias falou de assuntos dolorosos, como o sucesso do ataque Assírio contra Israel, a queda de Samaria, a realidade do exílio e o fim do Reino do Norte em 722 a.C. Com isso o profeta Oseias explicou por que Deus permitiu que tudo aquilo sobreviesse sobre seu povo.

Deus usou a vida familiar de Oseias para ilustrar seu relacionamento com Israel. Nessa analogia Deus é um marido bom e justo, que tem ciúme de sua esposa, Israel. Apesar da bondade e compaixão de Deus, Israel se mostra ser uma esposa infiel que se rebela contra seu marido. É nesse contexto que Deus anuncia que punirá seu povo rebelde que violou sua Aliança.

Mas a mensagem do profeta Oseias não se restringiu apenas ao anúncio de julgamento e destruição de Israel. O profeta também proclamou a restauração do povo de Deus. Ele mostrou que Deus não abandonaria seu povo definitivamente.

Por causa do eterno amor e da misericórdia de Deus, havia promessas de um futuro maravilhoso reservado para os remanescentes após o exílio. Deus prometeu perdoar seu povo, renovar sua Aliança e derramar bênçãos abundantes (cf. Oseias 1:10,11; 2:1-23; 14:1-7). Essas promessas tiveram seu cumprimento pleno na pessoa de Cristo. Ele inaugurou a Nova Aliança, e nele o povo escolhido de Deus alcança perdão e desfruta de bênçãos eternas.

Outros Oseias na Bíblia:

Quando se fala em quem foi Oseias na Bíblia, também é preciso saber que o profeta não é o único personagem bíblico com esse nome. Há pelo menos quatro outras pessoas mencionadas na Bíblia pelo nome de Oseias, e é muito importante não confundi-las.

O nome original de Josué, auxiliar e sucessor de Moisés, também era Oseias (Números 13:8-16; Deuteronômio 32:44). O livro de Crônicas fala de um príncipe da tribo de Efraim que tinha esse mesmo nome na época de Davi  Depois, o último rei do Reino do Norte também se chamava Oseias; inclusive ele era contemporâneo do profeta Oseias. Por último, no livro de Neemias outro Oseias é citado após o cativeiro babilônico (Neemias 10:23) Que Deus nos abençoe, nos guarde e nos dê a paz, " LEIA A BÍBLIA, A BÍBLIA ELA NOS FORTALECER, NOS CONSOLA, NOS ORIENTA, NOS CONDUZ, E AINDA NOS ANIMA ".

quarta-feira, novembro 16

ESTUDO SOBRE A PLANTA MEDICINAL " STACHYTARPHETA CAYENNENSIS ( RICH. ) VAHL. " UMA PLANTA COM VÁRIAS PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS:

Nome científico: 
Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl
Família: 
Verbenaceae
Sinonímia científica: 
Abena cayennensis (Rich.) Hitchc.
Partes usadas: 
A planta toda.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Alcaloides, glicosídeos (verbenalina e verbenina), taninos, saponinas, flavonoides, esteroides, quinonas, compostos fenólicos e ácido glicogênico.
Propriedade terapêutica: 
Anti-inflamatória, analgésica, antipirética, hepatoprotetora, laxante, antimicrobiana.
Indicação terapêutica: 
Tratamento de distúrbios gástricos, lesões de pele, lesões ulceradas causadas por Leishmania. 
Nome em outros idiomas:              
  • Inglês: blue porter weed, blue rat's tail, bluetop, cayenne porterweed, false vervain, rat tail verveine
  • Francês: petite verveine-queue-de-rat; petit queue-de-rat, herbe á chenille, herbe bleue
  • Espanhol: piche de gato, rabo de zorro
  • Japonês: honagasõ

Origem, distribuição
Esta espécie é encontrada na América tropical e subtropical, do México até o Brasil.

Descrição:
Espécie herbácea, anual ou com ciclo mais prolongado que se desenvolve em todo o País, vegetando em áreas antropizadas. Ocorre com muita frequência em hortas domésticas e comerciais e em áreas destinadas à fruticultura.

Apresenta caule verde ou com pigmentação avermelhada, pouco ramificado, ramos novos quadrangulares, levemente achatados na região nodal. Folhas opostas cruzadas, pecioladas, pouco ásperas ao tato, limbo ovalado de base atenuada com ápice agudo ou obtuso, margem percorrida totalmente ou apenas da porção mediana em direção ao ápice por ondulações, ou então margem serreada.

Inflorescência terminal do tipo espiga cilíndrico-linear, constituída por numerosas flores desprovidas de pedúnculos. Flores com cálice de 5 sépalas soldadas, corola lilacina ou azulada com 5 pétalas soldadas, formando um tubo curto, estreito e ligeiramente curvo. 

Androceu com 4 estames, sendo 2 férteis e 2 não férteis, e gineceu gamocarpelar com ovário oblongo. Fruto seco do tipo carcerulídeo. 

Propaga-se por meio de sementes. Considerada planta apícola.

Uso popular e medicinal:
Um trabalho científico conclui que o extrato hidroalcoólico de S. cayennensis inibe formas promastigotas de Leishmania in vitroo que pode justificar, pelo menos parcialmente, o uso popular dessa espécie no tratamento de úlceras causadas por Leishmania. 

Leishmanioses são doenças endêmicas causadas por protozoários do gênero Leishmania ocorrendo em várias partes do mundo, ocasionando um elevado índice de morbidade e mortalidade. O tratamento é feito à base de quimioterápicos de alto custo, usados por via parenteral, requerendo um período de administração prolongado, causando efeitos adversos como alterações cardíacas, renais, pancreáticas e hepáticas.

Os pesquisadores observam que o uso de plantas no tratamento da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma prática antiga entre as populações das áreas endêmicas. O estudo foi realizado no município de Buriticupu (Amazônia do Maranhão), Brasil, área endêmica para LTA e demonstrou que dentre as preparações vegetais utilizadas pela população no tratamento das úlceras causadas por Leishmania sp, uma das mais citadas foi o extrato de folhas de Stachytarpheta cayennensis.

Esta espécie tem sido utilizada na medicina tradicional como anti-inflamatória, analgésica, antipirética, hepatoprotetora, laxante e no tratamento de distúrbios gástricos. A aplicação de folhas e raízes trituradas também é usada no tratamento de lesões de pele, inclusive em lesões ulceradas causadas por Leishmania sp.

Alguns dos efeitos preconizados pela população já foram demonstrados experimentalmente como a atividade anti-inflamatória, analgésica, gastroprotetora e antimicrobiana. Em sua composição química apresenta alcaloides, glicosídeos (verbenalina e verbenina), taninos, saponinas, flavonoides, esteroides, quinonas, compostos fenólicos e ácido glicogênico, sendo que alguns destes constituintes químicos também estão contidos em várias espécies vegetais com efeitos leishmanicidas.

Na medicina popular: brasileira espécies de gervão (S. cayennensis, S. jamaicensisajudam a estimular a digestão, suprimir a tosse, baixar a febre, expulsar vermes, aumentar a transpiração e promover a menstruação. O remédio natural é a infusão preparada com as folhas ou partes aéreas inteiras. É empregado por herbalistas e profissionais também como um tônico estomacal, para estimular a função do trato gastrointestinal, dispepsia, alergias, asma, febre e problemas hepáticos crônicos. 

Gervão serve também como um diurético para várias queixas urinárias e como laxante suave para a constipação. Externamente serve para limpar úlceras, cortes e feridas. Na fitoterapia cubana (onde a planta é chamada Verbena cimarrona) é considerada abortiva, laxante, diurética e sedativa, indicada para reduzir espasmos, deprimir o sistema nervoso central, promover a menstruação, ajudar a produção de leite e reduzir a pressão sanguínea.

 Dosagem indicada:

  • Infusão das folhas: 1/2 xícara, 2 vezes ao dia.
  • Tintura: 2 a 3 ml, 2 vezes ao dia.
  • Cápsulas: 1-2 g, 2 vezes ao dia." NÃO TOME MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS SEM CONHECIMENTO DE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE OU FITOTERÁPEUTA " ( DEIXAS QUE O TEU ALIMENTO SEJA TUA MEDICINA )# MOVIMENTO HOLÍSTICO. 

TRATAMENTO NATURAL PARA INSULFICIENCIA VENOSA:

A insuficiência venosa é muito comum vir acompanhada de pernas cansadas, varizes ou um agravamento das hemorroidas. Tudo isto são manifestações diferentes do mesmo problema circulatório: a insuficiência venosa. Embora, alguns fatores como o sedentarismo, a obesidade ou a idade, possam piorá-la. Felizmente existem tratamentos naturais ao nosso alcance, muito eficazes, para tratar estes incómodos.

O que é insuficiência venosa?

As veias são estruturas bastante frágeis. Quando as paredes das veias enfraquecem, provocam dificuldades em retornar o sangue das extremidades inferiores ao coração, isto é o que é conhecido como insuficiência venosa. Esta alteração da circulação pode desencadear problemas como as pernas cansadas ou o aparecimento de varizes e hemorroidas, que afetam quase 50% dos adultos de meia-idade. A falta de cuidados adequados pode levar a complicações mais graves, como a formação de trombos.

Quais são as causas da insuficiência venosa?

Existem uma série de fatores considerados de risco que podem levar à insuficiência venosa.   Entre os mais destacados estão os antecedentes familiares, a idade, o excesso de peso, o sedentarismo, além de permanecer muito tempo sentado ou parado.   

Pernas cansadas, varizes e hemorroidas são uma desordem que pode afetar tanto homens como mulheres, embora seja até 4 vezes mais comum nas mulheres (especialmente grávidas) do que nos homens. Isto deve-se às alterações hormonais próprias, como as que ocorrem durante a gravidez ou o climatério.

Que sintomas produz a insuficiência venosa?

Os sintomas mais comuns da insuficiência venosa são:

  • Sensação de peso nas pernas acompanhada de formigueiro, inchaço das pernas e tornozelos, e até mesmo dor.
  • As varizes aparecem quando as válvulas das paredes das veias não funcionam corretamente e perdem a elasticidade, fazendo com que o sangue estagne em vez de voltar, então as veias alongam-se e dilatam, tornando-se visíveis e inchadas.

Na realidade, as hemorroidas são muito semelhantes às varizes, poderíamos defini-las como a inflamação das veias localizadas em torno do ânus e/ou na parte inferior do reto, causadas não só por défices na circulação venosa, mas quando sofremos de obstipação. Os sintomas mais comuns de hemorroidas são comichão e/ou irritação na área à volta do ânus, dor periana ou desconforto, presença de um caroço ou inchaço perto do anus.

Tratamiento natural para a insuficiência venosa:

Os remédios naturais para a insuficiência venosa incluem uma alimentação rica em frutas e legumes, que nos ajude a manter um peso saudável e a melhorar o trânsito intestinal, bem como uma correta ingestão de líquidos. Além da prática habitual de exercício, evitando o sedentarismo ou longos períodos de permanência.

Além disso, existem plantas medicinais com ação venotónica, para prevenir e aliviar tanto as varizes, pernas cansadas como as hemorroidas, favorecendo o retorno venoso.

Castanha-da-Índia (Aesculus hippocastanum):  

As sementes da Castanha-da-Índia podem ser consideradas como o melhor venotónico natural.  O seu principal composto ativo, conhecido como Aescina, tem demonstrado reduzir a inflamação e o edema, melhorar a função venosa, bem como reduzir a permeabilidade dos vasos sanguíneos, tornando-o um excelente remédio natural para as varizes, pernas cansadas hemorroidas.

Rusco (Ruscus aculeatus):

A raiz de Rusco contém toda uma família de princípios ativos, tais como ruscogeninas de ação anti-edematosa e vasoconstrictora altamente benéficos no cuidado das venopatias. É um dos melhores produtos naturais para as pernas cansadas, varizes e hemorroidas com melhorias clínicas demonstradas em vários ensaios controlados com placebo, bem como ensaios abertos.

Cipreste (Cupressus sempervirens L.):

As proantocianidinas, presentes nos bolbos do Cipreste, atuam sinergicamente, melhorando os sintomas associados à insuficiência venosa crónica.  Além das suas propriedades hemostáticas e adstringentes, convertem-nas num grande aliado contra as hemorroidas.

Em resumo, estas três plantas medicinais de ação venotónica, devem ser a primeira opção fitoterapêutica para aliviar o desconforto causado pelas pernas cansadas, pernas inchadas (edemas), varizes, hemorroidas e outras venopatias " NÃO TOME MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS SEM CONHECIMENTO DE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE OU FITOTERÁPEUTA " ( DEIXAS QUE O TEU ALIMENTO SEJA TUA MEDICINA )

ESTUDO SOBRE A PLANTA MEDICINAL " BIDENS PILOSA L. " UMA PLANTA COM VÁRIAS PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS:

Nome científico: 
Bidens pilosa L.
Família: 
Compositae
Sinonímia científica: 
Coreopsis corymbifolia Buch.-Ham. ex DC.
Partes usadas: 
A planta toda.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Rico em flavonoides, terpenos, fenilpropanoides, lipídios, benzenoides, princípio amargo, mucilagem.
Propriedade terapêutica: 
Bactericida, fungicida, estimulante, antiescorbútico, antiodontálgico, sialagogo, antidisentérico, antidiabético, antileucorreico, anti-helmíntico, vulnerário.
Indicação terapêutica: 
Febre aftosa, angina, diabetes, distúrbio menstrual, hepatite, laringite, verme intestinal, inflamação, hepatite alcoólica, dor (cabeça, dente, garganta), ferida, laceração etc.

Nome em outros idiomas:

  • Inglês: hairy beggar-ticks
  • Francês: sornet, piquant noir, bident hérissé, herbe aiguille, herbe villebague 
  • Alemão: behaarter zweizahn

Origem, distribuição:
Picão-preto é nativo da América tropical, tornou-se uma das principais espécies de planta daninha e de praga em todo o mundo.

Descrição:
Espécie herbácea anual, desenvolve-se em todo o País instalando-se em áreas ocupadas com espécies olerícolas (alho, alface, beterraba, cebola, cenoura, tomate), lavouras de banana, mamão, manga, maracujá e pomares de goiaba, laranja, maçã e pêssego. Forma compostos alelopáticos que inibem o desenvolvimento da alface, nabo e repolho.

Hospedeira alternativa do Begomovirus do tomate, transmitido a determinadas culturas pela mosca-branca, da Ralstonia solanacearum (que causa a murcha bacteriana, doença das mais severas para as bananeiras), a cochonilha Orthezia praelonga e o ácaro Brevipalpus phoenicis, que transmitem o vírus da leprose dos citros.

Apresenta caule anguloso, verde, com manchas avermelhadas e pilosidade branca. Folhas opostas com limbo dotado de 5 recortes profundos que atingem a nervura central e com margem serreada, pecíolos verdes ou avermelhados, pilosos. Inflorescência axilar e terminal do tipo capítulo longo-pedunculado.

Capítulos rodeados por um invólucro de brácteas foliáceas semelhante a um cálice e um segundo invólucro de 5 a 6 brácteas não muito desenvolvidas, de coloração amarela, semelhante a uma corola. Flores centrais tubulosas, de coloração amarela. Fruto aquênio preto.

Propaga-se por meio de sementes. Fornece pólen para abelhas.

Uso popular e medicinal:
Picão-preto é planta medicinal das mais conhecidas da América do Sul, amplamente utilizada no tratamento de inúmeras doenças dentre as quais inflamação, hipertensão, úlceras, diabetes e infecções de todos os tipos, que estão sendo validadas pela moderna pesquisa científica.

A planta tem longo histórico de uso entre os povos indígenas da Amazônia. Geralmente é arrancada e preparada em decocção ou infusão para uso interno, ou esmagada para uso externo na forma de cataplasma.

Na Amazônia peruana picão-preto é usado contra febre aftosa, angina, diabetes, distúrbios menstruais, hepatite, laringite, vermes intestinais e inflamações (internas e externas). Na região de Piura (norte do país), a decocção das raízes é utilizada para a hepatite alcoólica e vermes. Na tribo Cuna misturam as folhas esmagadas com água para tratar dores de cabeça. Em Pucallpa a folha é enrolada e aplicada a dor de dente; as folhas são também utilizadas para dor de cabeça.

Em outras partes da Amazônia a decocção da planta é misturada ao suco de limão para tratar angina, hepatite, dor de garganta e retenção de água. Usam as folhas secas ao sol com azeite para fazer cataplasma e aplicar em feridas e lacerações; e a infusão de flores para tratar a dor de estômago devido a intoxicação alimentar.

Na fitoterapia peruana picão-preto é utilizado para reduzir a inflamação, aumentar a micção e proteger o fígado. É comumente utilizada para a hepatite, conjuntivite, abcessos, infecções fúngicas, infecções urinárias, como um auxiliar de perda de peso e estimular o parto. 

Na medicina herbal brasileira é usado para febres, malária, hepatite, diabetes, dor de garganta, amigdalite, obstruções no fígado (e outras doenças do fígado), infecções urinárias e corrimento vaginal. A infusão ou decocção de toda a planta em gargarejos é indicado para amigdalite e faringite. Externamente é usado em feridas, infecções fúngicas, úlceras, assaduras, picadas de insetos e hemorroidas. Especialistas relatam o uso de picão-preto para normalizar os níveis de insulina e de bilirrubina no pâncreas, fígado e sangue.

No México usam toda a planta ou a folha para tratar a diabetes, doenças do estômago, hemorroidas, hepatite, problemas nervosos e febre. Indicam-na como gargarejo para bolhas na boca e o suco da planta usam em cataplasma externo para o rim e fígado.

Desde 1979 e 1980 cientistas têm demonstrado que as substâncias presentes na erva são tóxicas para bactérias e fungos. Vários flavonoides de picão-preto foram documentados com atividade antimalárica. Em 1991 cientistas suíços isolaram vários fitoquímicos com propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, o que os levou a sugerir este vegetal na medicina tradicional para o tratamento de feridas, contra inflamação e infecção bacteriana do trato gastrointestinal.

Os principais constituintes químicos de picão-preto são ácidos (beênico, butanodióico ou succínico, cafeíco, cáprico, elaídico, láurico, linoleico, mirístico, palmítico, palmitoleico, paracumárico, tânico e vanílico), esculetina, beta-sitosterol, borneol, cadinol, cafeína, daucosterol, friedelano e friedelina (compostos triterpenos), germacreno D, glucopiranósidos, inositol (uma vitamina do complexo B), isoquercitrina, limoneno, lupeol (triterpenoide), luteolina (um dos principais bioflavonoides), muurolol, okanin-glucósidos, fitol (pigmento presente na clorofila), poliacetilenos (tridecapentaineno, fenilheptatrieno), precoceno (inseticida), piranoses, quercetina (flavonoide antioxidante), sandaracopimaradiol, esqualeno, estigmasteróis, tetrahidroxiauronas, tocopherol quinonas e tridecatetraendieno.

Outros constituintes cujas traduções não foram encontradas são: butoxylinoleates, erythronic acids, phytenoic acid, pilosola." NÃO TOME MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS SEM CONHECIMENTO DE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE OU FITOTERÁPEUTA " ( DEIXAS QUE O TEU ALIMENTO SEJA TUA MEDICINA )

O QUE É O METABOLISMO DO FERRO?