terça-feira, outubro 10

O USO DE FITOTERÁPICOS COMO TERÁPIA COMPLEMENTAR E ALTERNATIVA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL:

O avanço ao longo dos séculos, trouxe nos últimos anos, um aumento exponencial do uso de fitoterápicos, quer seja através da prescrição de medicamentos industrializados ou ainda manipulados. Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconhece e recomenda seu uso, enquanto prática integrativa e complementar e o Ministério da Saúde (MS) a incorporou à Política Nacional de Prática Integrativa e Complementar (PNPIC).

Hipertensão e Fitoterapia:
Sua utilização em pacientes portadores de hipertensão arterial sistêmica, vem sendo estudada e várias são as publicações que respaldam esta indicação.   

Pacientes hipertensos podem se beneficiar do uso dos capítulos florais do Hibiscus sabdariffa, rico em flavonoides, em especial as antocianinas (delfinidinas e cianidinas). Sua ação diurética, resulta em aumento na excreção urinária de sódio. Além disso, seu efeito vasodilatador, pode ocorrer por duas vias: a primeira – dependente da integridade do endotélio – resulta da produção de óxido nítrico e monofosfato de guanosina cíclico (GMPc), enquanto a segunda – independente do endotélio – deve-se à inibição do influxo de cálcio para as células musculares lisas dos vasos.

Os compostos responsáveis pela inibição competitiva do centro ativo da enzima conversora de angiotensina (ECA) são as duas antocianinas mais abundantes nas flores de hibisco: a delfinidina-3-sambubiósido e a cianidina3-sambubiósido. Alguns indivíduos, podem relatar durante o seu uso: cefaleias, visão turva e ansiedade.   

Pensando nos diversos caminhos que podem levar a hipertensão arterial, outra planta frequentemente utilizada é a Valeriana officinalis. 

A raiz desta planta pode ser uma alternativa a prescrição de benzodiazepínicos para pacientes com queixa frequente de insônia  diminuindo a probabilidade de quadros de hipotensão ortostática (HO).   

Seu mecanismo de ação se dá a partir da inibição do metabolismo do ácido gama-aminobutírico (GABA), exercida pelo ácido valerênico (principal constituinte da sua raiz), o que acarreta um aumento do neurotransmissor na fenda sináptica com consequente efeito inibitório.   

Suas atividades sedativa e indutora do sono seriam provocadas, principalmente pelos valepotriatos, que demostram efeito sedativo, miorrelaxante central, anticonvulsivante, dilatador coronariano e antiarrítmico.

Ocorrem também  ação moderada  inotrópica positiva e cronotrópica negativa sobre o coração. A valeriana é considerada como segura e de boa tolerabilidade, pela Food and Drug Administration (FDA), sendo reconhecida como  segura para consumo Generally recognized as Safe (GRAS).   

Em pacientes hipertensos, recomenda-se doses moderadas de extrato padronizado em 0,8% ácidos valerênicos. O uso concomitante a outros depressores do sistema nervoso central (SNC) ou álcool, pode potencializar sua ação.

Doses acima das recomendadas, podem apresentar efeitos adversos, como: tremor, cefaleia, disfunção hepática e distúrbios cardíacos.   

Seu uso deve ser suspenso duas semanas antes de cirurgias, devido ao risco de sedação prolongada e atraso na recuperação da anestesia.               
( A FITOTERÁPIA TRATA A PESSOA COMO UM TODO NO CONTEXTO DE TODOS OS ASPECTOS DA VIDA INDIVIDUAL E INTELECTUAL: FISIOLOGIA, COMPORTAMENTO, MEIO AMBIENTE E CONSCIÊNCIA ).

DOENÇAS & PLANTAS MEDICINAIS:


Para cada doença ou problema relacionado à saúde é possível utilizar várias espécies de plantas medicinais. A escolha da espécie mais apropriada depende do estágio da doença, das condições próprias do paciente e das ações farmacológicas pretendidas. A lista de plantas medicinais agrupadas por doença ou problema relacionado à saúde, aqui apresentadas, tem finalidade didática, não implicando em indicação direta quanto ao uso. Assim, a escolha da espécie mais apropriada para cada paciente exigirá de cada profissional de saúde um estudo mais detalhado antes da prescrição.

1. Doenças do sistema nervoso
Cefaleia crônica:
Lavandula officinalis Chaix
Lippia alba (Mill.) N.E. Br. ex Britton & P. Wilson

Demência:
Curcuma longa L.

Neuralgias:
Baccharis trimera (Less.) DC.
Hypericum perforatum L.
Olea europaea L.
Uncaria tomentosa (Willd.) DC.

Síndrome da fadiga crônica:
Curcuma longa L.
Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade:
Centella asiatica (L.) Urb                

 (A FITOTERÁPIA TRATA A PESSOA COMO UM TODO NO CONTEXTO DE TODOS OS ASPECTOS DA VIDA INDIVIDUAL E INTELECTUAL: FISIOLOGIA, COMPORTAMENTO, MEIO AMBIENTE E CONSCIÊNCIA ).

quinta-feira, outubro 5

TRATAMENTO DE EPILEPSIA REFRATÁRIA COM AUXÍLIO DE CANABIDIOL:

Os medicamentos à base de canabidiol tem sido a esperança de muitos portadores de epilepsia cujo tratamento convencional não surte efeito, estes pacientes são classificados como refratários. Porém, no Brasil, ainda hoje há muita dificuldade para esses pacientes conseguirem fazer seu tratamento, por conta da burocracia envolvida na obtenção da licença de compra, além da importação, onde o custo para obtenção desses medicamentos ainda é elevado e nem todos tem acesso ao mecanismo de compra. Com isso, medidas sociais vêm surgindo como esperança para quem necessita do tratamento. Resultados de estudos clínicos vêm comprovando a eficácia do canabidiol no tratamento de síndromes refrataria. O presente artigo vem fazer uma revisão bibliográfica acerca da Cannabis sativa, seus componentes e formas de uso na medicina. Ainda faz uma menção sobre as formas de obtenção da medicação por vias legais e faz comparações entre os medicamentos convencionais e os a base de CBD no tratamento de pacientes refratários.

segunda-feira, outubro 2

INFLUÊNCIA DA OBESIDADE NA BAINHA DE MIELINA DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL:

Obesidade é definida como o acúmulo de gordura anormal ou excessiva que apresenta riscos í  saúde. O entendimento e o estudo da obesidade são de grande importância uma vez que essa doença atinge de forma global muitos indiví­duos. O controle do balanço entre o consumo de alimentos e o gasto de energia é controlado por áreas do sistema nervoso central (SNC). Por isso, a integridade cerebral é fundamental para que haja um controle eficaz da ingestão de nutrientes. Alterações causadas pela obesidade que levem a alterações no SNC podem causar danos a esse controle. Presente nos neurônios do Sistema Nervoso Central, a mielina é uma substância rica em lipí­dios e proteí­nas. A membrana plasmática das células que formam bainha de mielina é constituí­da por 70% de lipí­dios e 30% de proteí­nas, enquanto as outras membranas possuem 35% de lipí­dios e 65% de proteí­nas. Frente í  necessidade de investigação sobre os efeitos da obesidade na bainha de mielina nos neurônios do sistema nervoso central, foi realizada uma revisão de literatura.

O PAPEL DOS HORMÔNIOS LEPTINA E GRELINA NA GÊNESE DA OBESIDADE:

A prevalência da obesidade está aumentando e estudos prospectivos mostram que, em 2025, o Brasil será o quinto país do mundo a apresentar problemas de obesidade em sua população. A etiologia da obesidade não é de fácil identificação, uma vez que a mesma é caracterizada como uma doença multifatorial, ou seja, diversos fatores estão envolvidos em sua gênese, incluindo fatores genéticos, psicológicos, metabólicos e ambientais. Pesquisas recentes na área de metabolismo mostram que o adipócito é capaz de sintetizar várias substâncias e, diferentemente do que se supunha anteriormente, o tecido adiposo não é apenas um sítio de armazenamento de triglicérides, é hoje considerado um órgão endócrino. Dentre as diversas substâncias sintetizadas pelo adipócito, destacam-se a adiponectina, a angiotensina e a leptina. A leptina é um petídeo que desempenha importante papel na regulação da ingestão alimentar e no gasto energético, gerando um aumento na queima de energia e diminuindo a ingestão alimentar. Além dos avanços no estudo da célula adiposa, um novo hormôrnio relacionado ao metabolismo foi descoberto recentemente, a grelina. A grelina é um peptídeo produzido nas células do estômago, e está diretamente envolvida na regulação do balanço energético a curto prazo. Assim, temos vários estudos que  mostram o papel da leptina e da grelina no controle do peso corporal e as limitações que ainda existem para tratar a obesidade em humanos.

quarta-feira, setembro 27

O USO DO ÓLEO DE MENTHA PIPERITA PARA RECUPERAÇÃO DE HOMEOSTASE INTESTINAL:

As plantas medicinais são habitualmente utilizadas em preparações com fins terapêuticos. A mentha piperita, popularmente conhecida como hortelã-pimenta, é usada há séculos para o tratamento de distúrbios intestinais e o seu óleo essencial tem apresentado promissores resultados em doenças gastrointestinais. O objetivo do estudo foi compreender como o uso de óleo essencial de hortelã-pimenta contribui para a saúde intestinal, na prevenção e tratamento de patologias como as doenças inflamatórias intestinais, entre elas a colites, doença de Crohn, diverticulites, entre outras. Para este trabalho, optou-se por um método de revisão narrativa de trabalhos científicos que demonstrassem os benefícios do uso de óleo essencial de hortelã-pimenta na restauração e manutenção da homeostase intestinal em casos de síndrome do intestino irritável, SIBO (super crescimento bacteriano), controle bacteriano intestinal, colite, doença de Crohn, diverticulite, doenças inflamatórias intestinais, dispepsia, náusea, dor abdominal, estômago, doença de refluxo gastroesofágico, esofagite, constipação intestinal. Foram empregados os seguintes termos e suas combinações: hortelã-pimenta, síndrome do intestino irritável, SIBO, controle bacteriano intestinal, colite, doença de Crohn, diverticulite, doenças inflamatórias intestinais, dispepsia, náusea, dor abdominal, estômago, doença de refluxo gastroesofágico, esofagite, constipação intestinal e as correspondentes palavras em inglês. Não houve restrição quanto às datas de publicação dos artigos. A revisão foi realizada entre abril e julho de 2021 e foram encontrados 37 documentos, dos quais, após remoção de referências duplicadas e seleção dos que apresentavam os melhores pressupostos, 10 artigos estão referidos nesta pesquisa. Os resultados da revisão bibliográfica demonstram que o óleo de hortelã-pimenta possui inúmeros benefícios, todavia, estudos se fazem necessários para consolidar a sua eficácia na manutenção da homeostase intestinal." A FITOTERÁPIA TRATA A PESSOA COMO UM TODO NO CONTEXTO DE TODOS OS ASPECTOS DA VIDA INDIVIDUAL E INTELECTUAL: FISIOLOGIA, COMPORTAMENTO, MEIO AMBIENTE E CONSCIÊNCIA ".

quarta-feira, setembro 20

BIDENS PILOSA: PARA QUE SERVE? COMO ELE AGE NA PELE?

Porque sempre estamos buscando formas diferentes e mais eficazes de tratar a pele? seja para cuidar da oleosidade ou sinais de envelhecimento. E o Picão preto (Bidens pilosa) é mais um componente natural que tem vantagens sobre outros elementos! Neste artigo, você vai conferir para que serve o creme de Bidens pilosa e como ele age na nossa pele.

Os cuidados com a pele se intensificam com o passar dos anos, então é natural que a ciência busque alternativas cada vez mais sofisticadas para manter a beleza e a saúde dela. Mas não necessariamente vamos depender de produtos inteiramente sintéticos! Existem fontes de ativos naturais com excelentes resultados, mesmo de origens muito comuns.

Um exemplo simples é um certo carrapicho que gruda na barra da nossa calça. Você conhece esse "matinho" que cresce com facilidade em calçadas, cujas pequenas agulhas grudam na roupa: É o Picão Preto! Veremos a seguir como as partes aéreas desta planta comum podem ser tão eficazes para a pele. 

Picão Preto (Bidens pilosa): O que é?

O Picão Preto é, conforme mencionado antes, uma planta comum e considerada popularmente um matinho sem importância ou até mesmo inconveniente se você tem que tirar da roupa.

Na realidade, essa planta resistente tem grande valor medicinal para o tratamento de úlceras, doenças do fígado e até icterícia. Seu nome científico é Bidens pilosa e foi este o nome mais associado aos dermocosméticos.

E para a pele? O Picão Preto (Bidens pilosa) serve para que?

A Bidens pilosa para a pele atua de maneira semelhante aos retinóides, que é um tipo de substância utilizada para renovação celular e síntese de colágeno.

No entanto, retinóides convencionais têm potencial irritativo para a pele, fato que pode resultar em condições piores para a derme, como descamação e ardência. Outro aspecto incômodo é a fotossensibilidade, que causa desconforto com a exposição à luz. Peles sensíveis geralmente não reagem bem ao uso contínuo de retinóides clássicos.

Então, como encontrar os aspectos positivos dos retinóides e reduzir os seus efeitos colaterais?

As pesquisas envolvendo Picão Preto para a pele justamente buscam alternativas que tragam qualidades iguais aos produtos sintéticos, mas excluam as desvantagens como os efeitos colaterais.

Existem estudos sobre a ação da Bidens pilosa no combate aos sinais de envelhecimento há anos e, de modo geral, pode-se afirmar que essa planta tem efeitos similares ao retinol. Separei  algumas das ações do Picão Preto para a pele:

Atividade antioxidante Anti-inflamatória Estimulante de síntese de colágeno e elastina.

Devido a estas características que mimetizam (ou “copiam”) o retinol, diz-se que o Picão Preto como dermocosmético tem atividade retinol-like, ou seja, age como o retinol, sendo considerado um bio-retinol.

Ações de Bidens pilosa para a pele:

O Picão Preto age de diversas formas benéficas para a pele, podendo ser usado para:

Rejuvenescimento da pele Diminuição de rugas Diminuição de flacidez Diminuição de manchas Melhora na textura da pele Alívio de oleosidade excessiva.

Outras vantagens do Picão Preto:

O Picão Preto é uma planta tão comum que é considerada também uma erva daninha, crescendo sem uma intervenção programada ou cuidadosa em lugares como canteiros ou pasto. É também uma herbácea resistente e de crescimento rápido, fazendo com que ela seja uma alternativa mais sustentável para a obtenção dos constituintes de dermocosméticos — pois evita a exploração de outras espécies.

E é sempre bom também cuidar do meio ambiente enquanto a gente cuida da nossa saúde!

Como usar Bidens pilosa na pele?

Creme Facial Antiaging de Picão Preto 30g

Possui ação reparadora da pele, antienvelhecimento, hidratante e suavizante.

Composição: Extrato Glicerinado de Picão Preto (Bidens pilosa) 20%, Niacinamida 3% e Hidroviton 4%, em base Olivem.

Loção Firmadora Hidratante corporal com Picão Preto e DMAE 250g.

Já a loção tem ação firmadora da pele, antienvelhecimento, hidratante, suavizante e nutritiva.

Composição: Extrato Glicerinado de Picão Preto (Bidens pilosa) 20%, Extrato de Aloe vera 3%, DMAE 10%, Extrato de Linhaça, Óleo de Oliva, Manteiga de Karité, Hidroviton e Pantenol D, em base Olivem.

Para usar, basta aplicar na pele e deixá-la absorver o creme de Bidens pilosa ou a loção, assim como você faz com qualquer dermocosmético. Se você segue uma rotina de skincare, o creme deve ser utilizado depois do tônico.

Quem pode usar Bidens pilosa na pele?

Diferentemente do retinol convencional, o Picão Preto como dermocosmético não favorece a irritação na pele. Portanto, peles sensíveis que também queiram aproveitar os benefícios de Bidens pilosa, como mais firmeza na pele, podem utilizar os dermocosméticos com essa planta!

Apenas um alerta: dermocosméticos com Bidens pilosa não contém apenas esse componente. Portanto, atente-se aos demais elementos na composição para checar se a sua pele não tem hipersensibilidade a algum deles. 

O QUE É O METABOLISMO DO FERRO?