Nome em outros idiomas:
- Inglês: damiana, mexican-holly
- Francês: thé bourrique
- Alemão: schmalblättrige damiana
- Espanhol: damiana de Guerrero
Descrição:
É um arbusto aromático de Vênus com sabor agradável, pubescente, ramoso, cujas folhas são pecioladas ovado-rombas, espatuladas, obtusas e revolutas nas margens. O pedúnculo é curto e as pétalas são espatuladas com estames curtos.
O fruto é uma cápsula subglobosa de cerca de 5 mm.
Uso popular e medicinal:
A damiana é uma planta medicinal mexicana, tônica, estimulante, afrodisíaca e antidiarreica, diurética, expectorante e adstringente, usada caseiramente nas manifestações sifilíticas, úlceras gastrintestinais, leucorreia, diabetes (em animal há comprovação), má digestão, diarreia, tosses catarrais, neurastenia, bronquites e nas dificuldades sexuais masculina e feminina, principalmente com componente neurótico ansioso.
Segundo estudos científicos, auxilia no tratamento da paralisia. Um extrato alcoólico mostrou ação depressora sobre o sistema nervoso central.
Combate a albuminúria (presença de albumina na urina).
No México serve como aroma de licores e como substituto do chá-da-Índia. Consta da Farmacopédia oficial dos EUA onde é vendida em extrato fluido como “Turnerae afrodisiacae”. Já teve destaque na Europa como tônico nervoso na amaurose (cegueira total ou parcial) e tônico geral na neurastenia e impotência.
Existe no Brasil desde o Amazonas até São Paulo e uma outra espécie, T. opifera, conhecida também como chanana, damiana-turnera, erva-damiana e turnera-afrodisíaca, é encontrada no Sul e Sudeste do Brasil. À mesma atribuem-se iguais propriedades, principalmente a ação tônica e imediata sobre os órgãos geniturinários.
As propriedades curativas são atribuidas ao seu 1% de óleo essencial (com mais de vinte componentes) amargo e adstringente com sabor de cânfora. Tem 1,8 cineol (eucaliptol), 13% de pinenos (alfa e beta), copaeno, cadineno e calameno. Não se confirmam 2% de p-cimeno. Tem ainda 13,5% de goma, 6% de amido, açúcares, tetrafilina (glicosideo cianogênico), arbutina (glicosideo fenólico), taninos, 3,5% ácidos (graxos e vegetais), alcanos, daminiana (7%), flavona, beta-sitosterol, 6,5% de resina.
Dosagem indicada:
Utilizam-se em uso interno, 1 colher de sopa de folhas desidratadas (4 g) em infusão (1 litro de água), 3 xícaras ao dia. Pode ser administrada a crianças, em sexta, terça ou meia parte, dependendo da idade.
Externamente é usada em compressas e duchas. Para a leucorreia faz-se aplicações diárias em seringa de borracha de um infuso com 6 colheres de sopa das folhas em 1 litro de água.
Toxicidade:
Já foi relatado convulsão com dose de 200 g de extrato e 1 g de arbutina, então é considerada tóxica, mas isto não preocupa porque equivale a 100 g da erva.
Por outro lado o efeito afrodisíaco não foi comprovado, há pouca documentação sobre esta planta, não se conhece bem sua composição. Devido a possibilidade de conter glicosideo cianogênico, além da arbutina, deve-se tomar cuidar ao usar esta planta. Talvez seja interessante procurar mais informações para que se justifique o seu uso. " NÃO TOME MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS SEM CONHECIMENTO DE UM PROFISSIONAL DE SAÚDE OU UM FITOTERÁPEUTA " ( O USO DE FITOTERÁPIA PERMITE QUE O PACIENTE SE RECONECTE COM O MUNDO NATURAL E RESTABELEÇA OS RITIMOS NATURAIS ).
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