1 ) GLICEMIA:
DEFINIÇÃO:
A dosagem de glicose no sangue pode ser usada para triagem de pessoas saudáveis e assintomáticas, porque diabetes é uma doença comum que começa com poucos sintomas.
A GLICEMIA POS-PRANDIAL:
Corresponde a avaliação da glicose no sangue em 1 a 2 horas após a alimentação. Vale ressaltar que as concentrações de glicose no sangue aumentam, aproximadamente 10 minutos após o início da alimentação.
Para as gestantes a dosagem de glicemia em jejum deve ser solicitada na primeira consulta do pré-natal, a fim de detectar a presença de diabetes. A partir da 20ª semana de gravidez, realiza-se outra medida de dosagem de glicose em jejum, com ponto de corte de 85mg/L, visando a detecção de diabetes gestacional. Sinônimos são dosagem de glicose; glicemia em jejum.
INDICAÇÃO CLÍNICA:
Diagnóstico e monitoramento do diabetes mellitus e dos distúrbios da homeostase glicêmica. Rastreamento do diabetes gestacional.
PREPARO DO PACIENTE:
Na dosagem de glicose o jejum é obrigatório:
Adulto: entre 8 e 12 horas;
Crianças de 1 a 5 anos: 6 horas;
Criança menores que 1 ano: 3 horas;
Na glicose pós-prandial a amostra deverá ser coletada após 2 horas do início do almoço, não se deve alterar o hábito alimentar;
Não utilizar laxantes na véspera dos exames;
Não exercer nenhum esforço físico antes do exame.
INTERPRETAÇÃOE CONDUTA:
Realizar consulta de enfermagem, iniciando com a anamnese sobre as queixas direcionadas a hipoglicemia como: tremedeira, nervosismo, ansiedade, sudorese, calafrios, irritabilidade e impaciência, confusão mental e delírio, taquicardia, coração batendo mais rápido que o normal, tontura ou vertigem, fome e náusea, sonolência, visão embaçada, sensação de formigamento ou dormência nos lábios e na língua, dor de cabeça, fraqueza e fadiga, falta de coordenação motora ou a hiperglicemia: visão turva, xerostomia (sensação de boca seca),cansaço, sudorese excessiva, polidipsia, polifagia, poliúria. Em seguida realizar exame físico verificando a pressão arterial, cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), frequência cardíaca e respiratória, realizar a avaliação cuidadosa da pele dos membros inferiores e superiores, avaliação da neuropatia periférica (sensibilidade tátil, térmica e dolorosa).
VALORES DE REFERÊNCIA:
Glicemia Jejum: 60 a 99 mg/dL
Crianças (de 2 a 18 anos) em jejum: 60 a 100 mg/dL
Crianças (de 0 a 2 anos) em jejum: 60 a 110 mg/dL
Recém nascidos prematuros: 40 a 65 mg/dL
Glicemia pós-prandial: < 140 mg/dL
Gestantes (Diabetes Mellitus Gestacional)
Glicose plasmática em jejum > 95 mg/dL (> 5,3 mmol/L)
1 hora > 180 mg/dL (> 10,0 mmol/L)
2 horas > 155 mg/dL (> 8,6 mmol/L)
3 horas > 140 mg/dL (> 7,8 mmol/L).
OBSERVAÇÕES:
Na maioria dos casos, a elevação significativa dos níveis plasmáticos de glicose em jejum, diagnostica a diabetes mellitus. Entretanto, casos leves (limítrofes) podem apresentar-se com glicemia de jejum normal. Se houver suspeita de diabetes mellitus, o teste de tolerância à glicose pode confirmar o diagnóstico.
Mulheres grávidas que não apresentavam diabetes antes da gestação recebem o diagnóstico de diabetes gestacional quando o resultado do exame de glicemia em jejum for 92 mg/dl ou superior.
O paciente diabético, principalmente em insulinoterapia ou em uso de sulfonilureia, deve ser orientado sobre o risco de hipoglicemia, como reconhecer os sintomas e como proceder na crise.
2 ) HEMOGLOBINA GLICADA:
DEFINIÇÃO:
O termo hemoglobina glicada (A1C) é utilizado para designar a hemoglobina conjugada à glicose. É o parâmetro de escolha para o controle glicêmico a longo prazo. Deve ser solicitada a todos pacientes com diabetes mellitus (DM) (solicitado em média a cada 3 meses), a partir da consulta inicial, para determinar o controle da glicemia por parte do paciente. Quanto maior o nível de glicose na circulação, maior será a ligação da glicose com a hemoglobina. O resultado do teste é dado em porcentagem de hemoglobina ligada à glicose. Sinônimos: Hemoglobina glicosilada; Hba1c.
INDICAÇÃO CLÍNICA:
A dosagem deverá ser realizada regularmente em todos os pacientes com diabetes mellitus para monitoramento do grau de controle glicêmico. Recomenda-se:
Duas dosagens ao ano para todos os pacientes diabéticos;
Quatro dosagens ao ano (a cada três meses) para pacientes que se submeterem a alterações do esquema terapêutico ou que não estejam atingindo os objetivos recomendados com o tratamento vigente.
PREPARO DO PACIENTE:
Não é obrigatório jejum;
Medicamentos de uso continuo deve ser informado.
INTERPRETAÇÃO E CONDUTA:
Realizar consulta de enfermagem, iniciando com a anamnese sobre as queixas como visão turva, xerostomia (sensação de boca seca), cansaço, sudorese excessiva, polidipsia, polifagia, poliúria. Em seguida realizar exame físico verificando a pressão arterial, cálculo do IMC, frequência cardíaca e respiratória, realizar a avaliação cuidadosa da pele dos membros inferiores e superiores, avaliação da neuropatia periférica (sensibilidade tátil, térmica e dolorosa).
VALORES DE REFERÊNCIA:
Valores de referência: menor que 5,7%;
Diabetes mellitus: pré-diabetes - 5,7% a 6,4%;
Diagnóstico – igual ou maior que 6,5%.
Bom controle: menor que 7%
OBSERVAÇÕES:
A dosagem da hemoglobina glicada deve ser realizada regularmente em todos os pacientes com diabetes mellitus para monitoramento do grau de controle glicêmico.
Quando utilizado para a avaliação do controle glicêmico de pessoas com diabetes, o teste de A1C deve ser repetido a cada três meses nos casos de diabetes mal controlado ou a cada seis meses, nos casos de diabetes estável e sob controle dos níveis glicêmicos.
Há variações das contribuições da glicemia de jejum e pós-prandial de acordo com o nível da HbA1c. Em pacientes com HbA1c próxima ao limite da normalidade, a contribuição da glicemia pós-prandial é mais significativa. Para níveis mais elevados de HbA1c (≥ 8,5%), a contribuição da glicemia de jejum é preponderante.
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